Steam Deck - Tudo o que Sabemos

Apesar de a Valve primariamente se ocupar com a gestão da loja Steam, ocasionalmente a desenvolvedora dos míticos Half-Life e Portal vira-se para outros projetos – seja o pouco convencional Steam Controller, o aclamado Half-Life Alyx para VR, ou a nova menina dos nossos olhos, a Steam Deck.

A Steam Deck é uma nova consola portátil que promete trazer a biblioteca Steam para qualquer lugar, a partir de (dezembro de 2021) fevereiro de 2022. Já estamos bastante perto do envio das primeiras unidades comerciais, por isso esta talvez seja a melhor altura para recapitularmos tudo o que sabemos acerca do novo projeto da Valve.


Processo de Aquisição e Especificações

Na União Europeia, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos da América, já é possível pré-adquirir um dos três modelos da máquina exclusivamente na Loja Steam, por um valor simbólico de 5 euros, que será descontado do preço total no momento da compra. Caso o utilizador opte por cancelar a reserva, este montante será reembolsado para a carteira Steam ou para o método de pagamento escolhido, consoante tenham ou não passado 30 dias desde a reserva.

Originalmente, as unidades seriam enviadas a partir de dezembro de 2021, pela ordem de reserva. Contudo, a 10 de novembro, Valve anunciou o adiamento do lançamento da Steam Deck devido à escassez de componentes, estando por isso a chegada deste hardware apontada para fevereiro de 2022. Caso tenham reservado a consola antes do adiamento, o vosso lugar na fila de espera foi mantido, mas a data de entrega foi adiada em dois meses. Por seu lado, as novas reservas têm entrega prevista para depois do 2º trimestre de 2022. Quando a Valve possuir stock pronto para envio, os consumidores na frente da fila serão notificados para que possam concretizar a sua compra. No momento da aquisição deste produto, poderão utilizar um método de pagamento diferente do que empregaram aquando da reserva.

A versão base da Steam Deck custará 419 euros, terá um armazenamento eMMC de 64GB e incluirá uma bolsa de transporte. Por seu lado, o modelo intermédio custará 549 euros, trocará o armazenamento eMMC por um SSD NVMe (mais rápido) com 256GB e incluirá um pacote de perfil da Comunidade Steam exclusivo (para além da bolsa de transporte). Por fim, a edição mais avançada da Deck possui um SSD NVMe de 512GB (que a Valve clama ser “ainda mais rápido” do que o do modelo intermédio), um ecrã de vidro anti-reflexo de alta qualidade, uma bolsa de transporte “exclusiva”, o pacote de perfil da Comunidade Steam exclusivo e um tema exclusivo para o teclado virtual.

Todas as restantes especificações são iguais entre os modelos, como podem ver na tabela abaixo. Consequentemente, a escolha entre as consolas deve recair sobre o estilo de jogos que o consumidor pretende desfrutar na unidade portátil, devido à limitação da velocidade de leitura/escrita no disco. De um modo lato e redutor, quanto mais desenvolvido o mundo do jogo e as texturas/modelos que o preenchem, mais exigente será o jogo na utilização de recursos do disco. Os três modelos disponíveis terão entradas para cartões microSD, que poderão ser usados para aumentar o armazenamento disponível. É importante frisar que a velocidade destes cartões é baixa, pelo que os jogadores devem instalar os seus jogos mais exigentes na memória da consola e relegar o cartão SD a títulos mais simples.

Computação

Processador

APU da AMD
CPU: AMD Zen 2, 4-core/8-thread, 2.4-3.5GHz (até 448 GFlops FP32)
GPU: 8 unidades de computação de RDNA 2, 1.0-1.6GHz (até 1.6 TFlops FP32)
Consumo da APU: 4-15W

RAM

16 GB de RAM LPDDR5 integrada (quatro canais de 32 bits, 5500 MT/s)

Armazenamento

 

Nota: Todos os modelos usam módulos para sockets m.2 2230 (não concebidos para substituição pelo utilizador);
Todos os modelos incluem uma ranhura para cartão microSD de alta velocidade

eMMC de 64 GB (PCIe Gen 2 x1)
SSD NVMe de 256 GB (PCIe Gen 3 x4)
SSD NVMe de 512 GB de alta velocidade (PCIe Gen 3 x4)

Controlos e botões

Controlos de comando

Botões A B X Y
D-pad
Gatilhos analógicos L e R
Botões superiores L e R
Botões Ver e Menu
4 botões traseiros configuráveis

Analógicos

2 sticks analógicos de tamanho standard com sensores de toque capacitivo integrados

Resposta háptica

Resposta háptica de alta definição

Trackpads

2 trackpads quadrados de 32,5 mm² com feedback háptico
Latência 55% melhor em comparação com o Comando Steam
Sensíveis à pressão para configurar a força do clique

Giroscópio

Unidade de medição inercial de 6 eixos

Ecrã

Resolução

1200x800p (formato 16:10)

Tipologia

LCD IPS com "optical bonding" para melhor legibilidade

Tamanho

7 polegadas (na diagonal)

Luminosidade

400 nits

Taxa de atualização

60Hz

Funcionalidades

Sensível ao toque (até 10 dedos) e à luz ambiente (para ajuste automático do brilho do ecrã)

Conectividade

Bluetooth

Bluetooth 5.0 (compatível com comandos, acessórios

Wi-Fi

Rádio Wi-Fi de banda dupla, 2.4GHz e 5GHz, 2 x 2 MIMO, IEEE 802.11a/b/g/n/ac

Áudio

Canais

Estéreo com DPS integrado para uma experiência auditiva imersiva

Microfones

Microfone embutido de matriz dupla

Entrada para dispositivos de áudio

Entrada de 3,5mm para headsets, headphones, colunas e microfone

Digital

Áudio multicanal via DisplayPort por USB-C, USB-C standard ou Bluetooth 5.0

Energia

Entrada

Fonte de alimentação 45W, USB-C PD3.0 – incluída na caixa

Bateria

Bateria de 40Whr, com autonomia para 2 a 8 horas de jogo

Expansão do armazenamento

microSD

UHS-I compatível com SD, SDXC e SDHC

Conectividade externa para
comandos e monitores

USB-C compatível com Alt-mode DisplayPort 1.4; até 8K a 60Hz ou 4K a 120Hz, USB 3.2 Gen 2

Tamanho e peso

Tamanho

298mm x 117mm x 49mm

Peso

Aproximadamente 669 gramas

Software

SteamOS 3.0 baseado em Arch Linux

Ambiente de trabalho

XDE Plasma

Informações importadas da página oficial da Steam Deck, com leves alterações e adendas.

Sistema Operativo e Versatilidade

Tal como é indicado na tabela, o sistema operativo da Switch Deck será uma nova versão de SteamOS. Ao contrário das versões anteriores, derivadas de Debian, SteamOS 3.0 será baseado em Arch Linux – uma mudança que se deve à maior velocidade de desenvolvimento de Arch e à consequente maior facilidade em desenvolver o SteamOS, fundamenta a Valve.

Esta escolha de sistema operativo distingue a Steam Deck das principais consolas, e em particular da Nintendo Switch. Aproximando-se mais de dispositivos como o GPD Win 3, a Deck proporcionará toda a liberdade, funcionalidade e versatilidade de um computador normal. Tal como num PC, é possível:

- Utilizar todos os dispositivos que utilizam USB ou Bluetooth (incluindo comandos, dispositivos de áudio e de armazenamento);

- Navegar a internet e assistir a vídeos;

- Instalar jogos não-Steam e programas de Windows (com Proton) e Linux, ler documentos, ver vídeos, etc..

- Ter aplicações abertas no fundo outras tarefas;

- Ouvir música/vídeos enquanto jogamos.

Estes exemplos que demos são de livro e apenas representam as ações mais básicas que um computador permite. É mesmo possível instalar outras lojas de jogos, que foram concebidas para Windows mas funcionam em Linux graças à camada de compatibilidade Proton. Contudo, o launcher Epic Games Store, de momento, não pode ser usado na sua versão oficial em Linux; do mesmo modo, os jogos da Xbox para Windows só podem ser jogados em xCloud através do navegador.

No entanto, já foi confirmado pela Valve que é possível trocar o sistema operativo da consola, permitindo que qualquer um troque o SteamOS por Windows 10/11 e possa usufruir dos conteúdos extra-Steam que desejar, incluindo os jogos da Microsoft Store. Em alternativa, os utilizadores podem optar por uma alternativa multiboot, em que têm mais de um sistema operativo instalado. Por exemplo, é possível ao mesmo tempo ter o SteamOS e Windows instalados (sendo que sempre que se liga a consola pode-se trocar entre os sistemas). Tal como num computador, a BIOS poderá ser acedida através de uma combinação de botões.

Tanto a BIOS como os drivers e SteamOS receberão atualizações no futuro, em pacotes conjuntos. Ainda não foi revelado se este tipo de suporte será facultado para Windows. De qualquer forma, não são prováveis problemas de compatibilidade de drivers com o sistema operativo da Microsoft.

Em todo o caso, se estão mais habituados à simplicidade dos menus de consolas, não têm de se preocupar: as consolas iniciarão sempre num novo menu feito de raiz para a Deck, que promete ser simples e intuitivo como o das consolas atuais.


Compatibilidade

Visto que a maior parte dos jogos são concebidos para Windows, a sua compatibilidade com o sistema operativo Linux levanta algumas dúvidas. Felizmente, os jogos vendidos na plataforma Steam funcionarão sob a camada de compatibilidade Proton, que conjuga as vantagens de Wine e DXVK com ajustes que a Valve e os desenvolvedores de jogos estão a  concretizar. Com Proton, é suposto que toda a biblioteca Steam seja suportada pela Deck. Aliás, a Valve encontra-se a testar todos os títulos e afirmou recentemente que “ainda não tinha encontrado um jogo da Steam que não funcionasse na Deck”.


Claro que isto é demasiado abrangente e inespecífico, não é? Felizmente, nos últimos dias a Valve anunciou através da sua conta de YouTube que em breve será implementada a funcionalidade Deck Verified. Esta consiste fundamentalmente em ícones associados aos jogos, que correspondem a uma de quatro avaliações de compatibilidade:

- Aprovado: o jogo funciona perfeitamente na Steam Deck sem quaisquer ajustes adicionais. Obedece a uma série de requisitos: compatibilidade com comando e uso de ícones adequados para os botões da Deck, integração impecável dentro da Steam (se recorrer a launcher externo, este deve ser navegável com comando), compatibilidade com resolução 1280x800 ou 1280x720, texto legível, definições predefinidas adequadas e compatibilidade com Proton. Exemplos: Hades, Ghostrunner, Death Stranding e Portal 2;

- Jogável: o jogo poderá precisar de ajustes manuais para ser jogado. Estes poderão ser o uso de teclado no ecrã para escrever, o ajuste manual das definições de gráficos ou a navegação de um launcher com o ecrã de toque. Exemplo: Team Fortress 2;

- Incompatível: O jogo, de momento, não é compatível com Steam Deck. Exemplo: Half-Life Alyx;

- Desconhecido: A compatibilidade com a consola portátil ainda não foi averiguada. Exemplo: Day of Defeat.

Ao tocar no ícone de Deck Verified, é mostrada uma lista de detalha os prós e contras do jogo na Deck. Por exemplo, o relatório exibido na página de Half Life refere unicamente que o jogo é incompatível com Deck por requerer o uso de um headset VR, sendo que a unidade portátil não está otimizada para experiências de realidade virtual. Mesmo que um jogo não tenha sido sido aprovado ou considerado jogável, este poderá ser aberto na consola – deste modo, alguns jogos poderão tornar-se jogáveis através de modificações desenvolvidas pela comunidade. Do mesmo modo, headsets VR poderão ser utilizados na consola, embora esta não tenha sido otimizada para esta tecnologia.

Estas quatro categorias de compatibilidade poderão ser conferidas não só na loja da Deck mas também na biblioteca da Steam. No futuro próximo, será possível consultar a avaliação de compatibilidade dos jogos que já passaram pelos testes da Valve, ainda antes de a consola portátil ser distribuída.

Neste momento, o maior obstáculo à compatibilidade global é as ferramentas anti-cheat, que previnem que jogadores empreguem batotas desleais em jogos de carácter cooperativo/competitivo online. Os anti-cheat poderão entrar em conflito com Proton, e como tal não permitir que determinados títulos com multijogador online sejam vivenciados na Deck. Neste campo, a Valve encontra-se a trabalhar presentemente com os desenvolvedores das ferramentas anti-cheat para maximizar a sua compatibilidade com Proton, sendo que Denuvo Anti-Cheat, Easy Anti-Cheat (da Epic Games) e BattlEye já foram preparados para a Steam Deck.

Caso os jogos sejam atualizados com as novas versões destes anti-cheats, os jogadores poderão contar com títulos como Fortnite, Apex Legends, Rainbow Six Siege e Destiny 2 na portátil.

 

Performance

Bem, a performance na prática é algo que não possamos inferir sem ter a consola nas mãos e sem vídeos conclusivos. Não temos dúvidas de que a Switch Deck será no mínimo competente para rodar tanto jogos modernos como clássicos, graças à conta Twitter OnDeck. Nela, são publicados ocasionalmente vislumbres da Deck a rodar os mais variados jogos, incluindo Psychonauts 2 (2021), Descenders (2019), Devil May Cry 5 (2019) e The Witcher 3: Wild Hunt (2015). Os clips apresentam jogabilidade fluida, mas não podemos tirar muito mais conclusões.

Todos os vídeos na página foram gravados com uma câmara apontada à unidade portátil durante uma dúzia de segundos, o que, em associação com a compressão dos vídeos do Twitter, nos impede de discernir quais as definições de gráficos aplicadas e a real consistência da performance. Sem mais informação substancial, teremos de olhar para os esforços dos nossos colegas da indústria jornalística, tais como os redatores da PC Gamer, The Verge e IGN que tiveram a oportunidade de testar a consola ao vivo.

Infelizmente, estes sites também não entraram em detalhe nesta componente. Na sua experiência de teste, jogaram títulos como Doom Eternal, Portal 2, The Witcher 3: Wild Hunt, Star Wars: Jedi Fallen Order, Stardew Valley e Hades. Pelo menos, eles concordaram que os jogos rodaram sem problemas nas definições gráficas padrão a 720p, e que a unidade portátil não aqueceu significativamente durante o tempo de jogo.


Um funcionário da Valve informou que a maioria dos jogos que testaram na Steam Deck roda a mais de 30FPS, sendo esta a taxa de fotogramas mínima que a Valve espera que os jogos no mercado tenham na Deck. Naturalmente, os jogos estarão configurados automaticamente com definições de gráficos adequadas para a Deck, mas é possível alterar estas definições para criar uma experiência mais personalizada (priorizando taxa de fotogramas em vez de resolução, por exemplo) tal como num PC.

Também foi declarado que, na transferência de jogos que dependam do API Vulkan, serão incluídos shaders pré-compilados, que melhorarão a performance dos jogos numa fase inicial. Por fim, foi assegurado que a performance dos títulos no sistema Linux instalado na Steam Deck será similar ao observado em Windows.

 

Funcionalidades

É esperado que todas as funcionalidades que engrandecem a Steam como plataforma estejam presentes na Deck. Por exemplo:

- Loja densa com um sistema inteligente de recomendações e todo o tipo de filtros para facilitar a pesquisa de jogos;

- Análises redigidas por utilizadores nas páginas de produto;

- Suporte a todo o tipo de comandos USB e Bluetooth, como Switch Pro Controller, DualShock 4 e 8bitdo Pro 2;

- Suporte a múltiplos comandos para modos multijogador;

- Usufruto offline dos jogos instalados;

- Aplicação de configurações de comando criadas pela comunidade para jogos específicos;

- Uso de mods do Workshop em jogos compatíveis;

- Transmissão de jogos entre computadores e para dispositivos inteligentes, de modo a permitir jogabilidade remota;

- Partilha de dados de gravação através da nuvem entre a consola e outros PCs com sessão iniciada na mesma conta;

- Dimensão de comunidade, incluindo grupos;

- Multijogador online sem custos extra.

Além disso, os jogadores poderão contar com novas funcionalidades (usuais de consolas), como:

- Criação de múltiplos perfis para diferentes utilizadores, cada um com dados de gravação separados;

- Menu rápido que pode ser acedido a qualquer momento tocando no botão Guide e que permite ajustar o volume e brilho do ecrã e desligar/ligar Wi-Fi e Bluetooth.

- Botão Steam que suspende o jogo e possibilita a alteração de definições e o acesso à biblioteca de jogos;

- Uma nova interface intuitiva para navegação com comandos e com menu integrado de definições de sistema, aproximando assim a experiência do utilizador àquela que tem nas consolas tradicionais.

 

Troca de componentes

Como a Valve equipara a Deck diretamente a PCs, vários entusiastas da plataforma começaram a questionar-se se seria possível trocar os seus componentes por versões mais avançadas dos mesmos.

Face a estas dúvidas, a Valve publicou um vídeo no seu canal de YouTube em que demonstra o processo de desmantelamento da portátil. Se a desenvolvedora capacita os consumidores mais interessados com este elucidativo guia, ao mesmo tempo aconselha sistematicamente os seus consumidores a não abrirem a sua consola. Segundo a desenvolvedora, a Deck é uma consola com um design interno bastante compacto, o que associado à construção bastante específica das suas partes torna desaconselhável a sua manipulação. Além disso, a empresa garante que por si só a abertura da consola é suficiente para a enfraquecer e a tornar menos resistente a quedas. Do mesmo modo, eletricidade estática poderá provocar uma avaria permanente da consola.

Para além da abertura da consola, é demonstrado no vídeo o processo de troca dos analógicos e do SSD. As partes usadas na Deck são únicas, mas a Valve prometeu disponibilizar analógicos, SSDs e possivelmente outros componentes no futuro. Além disso, é importante notar que os três modelos da Steam Deck possuirão um conetor m.2 para conexão de discos SATA ou PCI/NVME.

 

Bateria

Conforme indicado pela tabela acima, a Switch Deck possui uma bateria de 40Whr, com autonomia para 2 a 8 horas de jogo. Esta flutuação deve-se à exigência da experiência: por exemplo, a consola aguenta quatro horas de Portal 2 ininterruptas a 60FPS. Se a taxa de fotogramas for limitada para 30FPS, a autonomia nas mesmas condições aumenta para 5 a 6 horas.

Esta métrica foi fornecida pelo desenvolvedor Pierre-Loup Griffais, em entrevista à IGN. É expectável que a autonomia também dependa de fatores como aplicações de fundo em funcionamento, brilho do ecrã e a ativação de Bluetooth e Wi-Fi.

 

Base

Para além de permitir jogabilidade em modo portátil, a Deck também poderá ser ligada a um monitor e aproveitada como um desktop tradicional. Para tal, é necessário ligar a unidade portátil a um hub ou dock (base) USB. A Valve confirmou que qualquer hub USB-C ligado à corrente será compatível com a consola, e que estes poderão ser usados para ligar dispositivos USB à consola, como ratos, teclados, comandos, auscultadores e dispositivos de armazenamento.

Embora possam adquirir sem receios as alternativas de dock e hub já existentes no mercado, a Valve produzirá uma base oficial. Ao contrário do que se verifica com a Nintendo Switch, o uso da Steam Deck na sua dock não melhorará a sua performance. Esta servirá para manter a consola numa posição verticalizada, ótima para usar a consola como um “mini-monitor” (para assistir multimédia ou para jogar com amigos tal como no Modo de superfície estável da Nintendo Switch), e para ligar dispositivos através das suas portas. A base oficial terá:

- Uma entrada USB-C para alimentação da consola (4) e cabo USB-C para Steam Deck (1)

- Uma entrada HDMI 2.0 (3) e uma entrada DisplayPort 1.4 para transmissão de imagem para um monitor/televisão (2);

- Uma porta Ethernet para uso de internet por cabo (5);

- Uma porta USB-A 3.1 (6) e duas portas USB-A 2.0 para utilização de dispositivos USB (7);

Esta base não será comercializada em conjunto com a consola, e o seu preço e período de lançamento ainda não foram indicados. Relembramos que a Steam Deck foi projetada para experiências de jogo na resolução 720p. Caso o jogador pretenda usá-la ligada a um monitor de resolução 1080p ou superior, poderá jogar em 720p sem ajustes ou aumentar a resolução dos jogos e alterar as definições de gráficos.

Steam Deck - Tudo o que Sabemos Steam Deck - Tudo o que Sabemos Reviewed by Tiago Sá on novembro 06, 2021 Rating: 5

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